Essa é uma pergunta legítima e que carrega em si muitas dores e medos de pessoas que convivem com a infertilidade, por isso, aqui no CITI, quando surge a necessidade de considerar óvulos doados, reforçamos sempre que não estamos falando apenas de um tratamento médico, mas de sentimentos, expectativas e, muitas vezes, de um processo emocional importante.

A recepção de óvulos é indicada quando a mulher não consegue engravidar com seus próprios óvulos, seja por idade avançada, baixa reserva ovariana ou qualidade comprometida dos gametas. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), trata-se de um tratamento consolidado, que permite que a mulher geste o bebê em seu próprio útero, vivenciando integralmente a gravidez e o nascimento do filho.

Ainda assim, a dúvida permanece: esse filho será meu mesmo?

 

Maternidade vai além da genética

Do ponto de vista biológico, o material genético do embrião vem da doadora. Mas a maternidade não se resume ao DNA.

Durante a gestação, existe uma interação intensa entre a mãe e o bebê. A ciência explica isso por meio da epigenética, que estuda como o ambiente, especialmente o útero materno, influencia a forma como os genes do bebê serão expressos.

Isso significa que fatores como alimentação, saúde, hormônios e até o bem-estar emocional da mãe participam ativamente do desenvolvimento do bebê. Em outras palavras, a mãe que gesta não é apenas receptora, ela influencia diretamente a formação daquela vida.

 

Uma participação real no desenvolvimento do bebê

Durante toda a gestação, há uma troca contínua entre mãe e filho: nutrientes, oxigênio, hormônios e sinais biológicos que ajudam a moldar o crescimento e o desenvolvimento da criança.

Segundo a SBRA, além de possibilitar a gestação, a recepção de óvulos apresenta altas taxas de sucesso, sendo uma das estratégias mais eficazes da reprodução assistida.

Esse dado reforça não apenas a eficácia do tratamento, mas também a oportunidade real de viver a maternidade de forma completa e por isso você não deve descartar essa possibilidade caso precise utilizar óvulos doados em seu processo de fertilização in vitro.

 

O vínculo começa antes mesmo do nascimento

Existe um ponto essencial que a ciência confirma e o coração reconhece:
o vínculo entre mãe e filho não nasce apenas da genética, mas da experiência de gerar, cuidar e amar.

A gravidez permite que essa conexão se construa desde o início, em cada semana, em cada transformação, em cada expectativa.

 

No CITI, cada história é acolhida

No CITI Medicina Reprodutiva, sabemos que considerar óvulos doados pode envolver dúvidas e sentimentos complexos. Por isso, cada paciente é acolhida com escuta ativa, respeito e informação clara.

Contamos com o olhar acolhedor da psicóloga Sherly Komori, parte importante da equipe do CITI, que entende profundamente as dores de quem enfrenta a infertilidade. E incentivamos cada paciente a olhar para si com mais gentileza para pensar com carinho em todas as suas possibilidades.

Não existe uma resposta única. Existe a sua história, o seu tempo e o seu desejo de ser mãe.

 

Respondendo a sua pergunta…

Sim, esse filho é seu, porque maternidade é presença, vínculo e construção diária. A genética faz parte da história, mas a gestação, o cuidado e o amor também escrevem, juntos, quem essa criança será. E você não precisa trilhar esse caminho sozinha, conte com a equipe do CITI para conversar sobre a possibilidade de utilizar óvulos doados em seu tratamento.


por
Dra. Eliana Morita
CRM 112.878 SP – RQE 33832

 

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