A primeira informação importante é: sim, é possível engravidar, mas o caminho pode exigir acompanhamento especializado e decisões individualizadas.
De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a Febrasgo, entre 30% e 50% das mulheres com endometriose podem apresentar dificuldade para engravidar. Já a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida reforça que a doença está entre as condições que mais impactam a fertilidade feminina, exigindo atenção individualizada.
Mas o que isso significa, na prática?
Entender o seu caso é o primeiro passo
A endometriose pode afetar a fertilidade de diferentes formas: inflamação, alterações hormonais, aderências e até impacto na qualidade dos óvulos ou na função das trompas. Por isso, nenhuma paciente deve ser avaliada de forma genérica.
O primeiro passo é uma avaliação completa, que inclui:
- histórico clínico detalhado
- exames de imagem
- análise da reserva ovariana
- investigação de outros fatores de infertilidade
Nem sempre é preciso tratamento imediato
Nem toda mulher com endometriose terá infertilidade. Em alguns casos, especialmente nos estágios mais leves, é possível engravidar naturalmente, com orientação médica e acompanhamento adequado.
Quando há dificuldade para engravidar, o tratamento depende de fatores como:
- idade
- intensidade dos sintomas
- tempo de tentativa
- grau da endometriose
Quais são as opções de tratamento?
Segundo diretrizes de sociedades médicas, o cuidado deve ser individualizado e pode incluir:
- Tratamento clínico, com medicamentos para controle da dor
- Tratamento hormonal, com pílulas, injeções, implantes ou DIU
- Cirurgia: indicada em alguns casos para remover focos da doença e melhorar as condições reprodutivas, principalmente quando há dor importante ou alterações anatômicas
- Planejamento reprodutivo: recomendação para congelamento de óvulos ou reprodução assistida com fertilização in vitro, de acordo com os sonhos e anseios de cada paciente
Além disso, a nossa experiência aqui no CITI nos mostra que a abordagem deve ser multidisciplinar e orientada caso a caso, considerando riscos, benefícios e objetivos da paciente, além dos aspectos emocionais que podem estar associados.
No CITI Medicina Reprodutiva, os médicos avaliam cada paciente de forma individualizada, considerando não apenas a doença, mas também o momento de vida, os planos e as expectativas. O cuidado é feito com base em ciência, mas também em escuta, acolhimento e respeito.
Então, calma! Ter endometriose não significa abrir mão do sonho de engravidar. Mas significa, muitas vezes, planejar com mais cuidado e contar com o suporte certo. Com diagnóstico adequado e acompanhamento especializado, é possível construir caminhos seguros e reais para a maternidade.
Se você tem endometriose e deseja engravidar, buscar orientação é o primeiro passo e pode fazer toda a diferença na sua jornada. Conte com a equipe do CITI Medicina Reprodutiva!
