A nossa história começa muito antes de começarmos a buscar clínicas de reprodução humana.

Eu e meu marido somos um casal sorodiscordante: meu marido é soropositivo. Por isso, desde o começo, eu já sabia dos desafios que poderíamos enfrentar em relação à fertilidade.

Sempre foi um sonho para mim ser mãe, gestar. Então, a nossa história começa bem lá atrás. Foram 13 anos de busca por esse sonho, por esse milagrinho. E o CITI também é muito responsável por essa conquista. Eu só tenho a agradecer a toda a equipe e, principalmente, à Dra. Eliana Morita.

Quero contar como eu a conheci, como eu a encontrei. Porque, se isso não foi um desígnio de alguém lá de cima, eu não sei o que seria.

Nós passamos por várias outras clínicas. Fizemos o primeiro processo de inseminação, depois processos em outras clínicas, aspiração de óvulos, ICSI, FIV e, infelizmente, não foram dando certo. Eu comecei essa busca por tratamento quando tinha 33 anos.

A perda gestacional é muito dolorosa. A cada perda gestacional, eu entrava em um processo de luto, depois tinha que tomar coragem e recomeçar. Mas eu sempre tive muito forte dentro de mim que esse milagre seria possível. Só que o tempo é diferente. Ele não é nosso, não é humano, não depende apenas da ciência e da medicina.

A escolha pela Dra. Eliana veio por meio de um pedido ao meu anjo da guarda. Eu queria saber para onde ir, qual clínica procurar. Eu pedi ao meu anjo da guarda que me indicasse onde daria certo, para onde eu deveria ir. No outro dia, duas pessoas que não se conhecem, uma de Santo André e outra do Morumbi, lugares totalmente diferentes, vieram me perguntar, na mesma manhã, se eu estava indo atrás de tratamento e disseram que tinham uma pessoa para indicar. O nome foi o mesmo: Dra. Eliana Morita.

Se isso não foi meu anjo da guarda por intermédio dessas duas amigas, que nem se conhecem, eu não sei o que seria!

Cheguei ao CITI e, há dois anos, fizemos uma coleta de óvulos. Tive muitos folículos, o que também foi um milagre, e foi possível fazer a fertilização. Nós também tivemos que aceitar que meu marido tinha poucos espermatozoides, conseguimos amadurecer a ideia sobre a doação de espermatozoides, buscando compatibilidade de aparência, gostos e tudo o que fosse mais próximo possível do meu marido.

Fizemos a fertilização tanto com espermatozoides do doador quanto com algumas unidades que ainda havia do meu marido. Foi possível fertilizar cinco maravilhosos embriõezinhos. Então, fizemos a transferência de dois. Até então, achávamos que a infertilidade vinha apenas da parte dele.

Mas, analisando toda a situação, verificamos que eu tinha um sistema imunológico extremamente forte. Eu tinha células, citocinas, células killers, e o meu KIR era AA.

Sofri um aborto e essas duas vidas não seguiram, tudo estava relacionado a esse sistema imunológico muito forte. Os embriões eram perfeitos, o organismo estava tudo certo, mas, junto a isso, tive uma infecção urinária e uma inflamação intestinal. 

Longe de ficar brava com o Pai lá de cima, eu acredito que precisamos colocar a esperança e a fé caminhando junto nesse trabalho de prosperidade de um sonho.

Por causa de tudo isso, nós descobrimos que esse sistema imunológico forte, da forma como eu vejo, me protegeu muitos anos atrás, no início da nossa busca pela gravidez. Meu marido estava indetectável e foi sugerido que poderíamos ter relação de forma normal para tentar engravidar. Só que a medicação dele havia sido mudada e a carga viral explodiu. Eu creio, de fato, que meu sistema imunológico me protegeu de ser contaminada também pelo vírus HIV.

Conto isso porque acredito que ser grata, independentemente das dificuldades, e pensar “meu Deus, para que me serve essa lição?”, ter resiliência e resignação, faz com que a gente consiga compreender melhor todo o processo e alcançar o milagre com mais leveza.

E eu falo em milagres porque os milagres acontecem todos os dias no CITI. O meu milagrinho já está aqui no meu forninho.

Depois de fazermos todos os exames, havia também a possibilidade de eu fazer o exame ERA. Nós coletamos, mas o exame não chegou a ser enviado, porque houve um imprevisto e acabou não acontecendo. Mas nem precisaria, porque realmente a questão era o meu sistema imunológico.

Então, comecei um tratamento para baixar esse sistema imunológico, para que ele ficasse mais neutro, mais tranquilo. E deu super certo.

Passei por vários tratamentos. E a clínica é importantíssima porque faz uma investigação ampla. Ela, vamos dizer assim, “te vira do avesso” para identificar todas as possíveis causas, eliminando qualquer tipo de barreira e acessibilizando o seu sonho, o seu milagre. Isso é maravilhoso. Como eu falei, eu só tenho gratidão.

Acho que conheço praticamente toda a equipe da clínica, porque são vários anos acompanhando essa possibilidade de tratamento. Dessa vez, foi transferido apenas um embriãozinho, para minimizar as chances de rejeição do meu organismo. E foi bem-sucedido.

Com Lipofundin, Prograf e outras medicações que a doutora passou com tanta segurança para nós, eu já estou no quarto mês de gestação, na 17ª semana.

Meu milagrinho se chama Gabriela, em homenagem ao anjo Gabriel, porque veio no Natal, como uma anunciação de um milagre, de uma nova vida, após longos 13 anos de espera.

O carinho, a atenção, o amor e a empatia que cada pessoa da equipe do CITI nos traz são formidáveis. Fazem toda a diferença. Porque você não se sente apenas um número. Você não é simplesmente uma cliente. Você é alguém que eles trazem como parte integrante da história. Alguém por quem eles lutam, choram e agradecem junto.

Para finalizar, eu pintei uma tela. Comecei a pintar quando transferi os dois embriõezinhos que acabaram não vingando, e entendo que nada é por acaso. Escrevi uma frase e quero replicá-la aqui, para que todos possam ter coragem de lutar.

Deixo a minha gratidão, minha profunda gratidão à Dra. Eliana, à Dra. Amanda, que também esteve conosco nos processos anteriores, a toda a equipe de enfermagem, à recepção, enfim, a todos. Meu abraço carinhoso e minha gratidão eterna.

Além de tudo, a Dra Eliana também é muito humana e empática, e passou pelo mesmo processo que a gente, enquanto mães tentantes. 

Eu já me sentia mãe muito antes de conseguir engravidar. E você que está aguardando e querendo realizar o seu sonho, que possa sentir isso também: você já é mãe. Talvez ainda não tenha alcançado a graça, mas você vai alcançar. Tenha fé, tenha perseverança, lute e continue.

 

História contada por paciente do CITI, que autorizou a publicação em nosso site com o objetivo de incentivar outras famílias a terem resiliência, esperança e força para seguirem em frente até a realização do sonho da maternidade

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