É comum surgir o medo de que a gravidez não seja mais possível quando se recebe o diagnóstico de trombofilia. Mas a boa notícia é que, na maioria dos casos, a trombofilia não impede a gestação. O mais importante é que ela seja identificada e acompanhada por uma equipe experiente desde o planejamento da gravidez.

A trombofilia é uma condição que aumenta a tendência de formação de coágulos no sangue. Durante a gestação, esse risco pode se tornar mais relevante porque o organismo da mulher passa naturalmente por alterações na coagulação. Em algumas pacientes, isso pode estar relacionado a abortamentos de repetição, restrição do crescimento do bebê, pré-eclâmpsia ou outras complicações obstétricas. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a investigação da trombofilia deve ser individualizada, sendo indicada principalmente para mulheres com histórico de trombose, perdas gestacionais recorrentes ou complicações específicas na gravidez. 

A trombofilia exige Fertilização in Vitro?

Nem sempre.

A presença de trombofilia, isoladamente, não é indicação para realizar uma Fertilização in Vitro (FIV). O tratamento é indicado quando também existem outras causas de infertilidade, como alterações nas trompas, baixa reserva ovariana, fator masculino ou dificuldade para engravidar após o tempo esperado de tentativas.

Quando a FIV é necessária, o tratamento é cuidadosamente planejado para reduzir riscos e oferecer segurança durante todas as etapas.

Quais cuidados são necessários?

Cada caso é único. Dependendo do tipo de trombofilia e do histórico da paciente, o médico poderá indicar medicamentos anticoagulantes, como a heparina de baixo peso molecular, além do uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em situações específicas, sempre com acompanhamento especializado. O objetivo é favorecer uma gestação saudável e reduzir o risco de complicações.

Durante toda a gravidez, o pré-natal precisa ser mais próximo, com consultas frequentes e exames para acompanhar tanto a saúde da mãe quanto o desenvolvimento do bebê. Esse monitoramento permite identificar precocemente qualquer alteração e agir rapidamente, quando necessário.

No CITI, o cuidado começa antes da gravidez

No CITI Medicina Reprodutiva, pacientes com trombofilia recebem um plano de tratamento individualizado, construído em conjunto com os demais especialistas que acompanham sua saúde. Avaliamos cuidadosamente o histórico clínico, os exames e as necessidades de cada mulher para oferecer o tratamento mais adequado após o tratamento de reprodução assistida.

Receber um diagnóstico de trombofilia pode trazer insegurança, mas também representa uma oportunidade de cuidar da gestação desde o início. Com planejamento, acompanhamento especializado e os tratamentos disponíveis atualmente, milhares de mulheres conseguem viver uma gravidez saudável e realizar o sonho da maternidade.

 

por
Dra. Eliana Morita
CRM 112.878 SP – RQE 33832

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