A resposta é sim. Hoje, graças aos avanços da reprodução assistida, existe uma técnica que permite que duas mulheres participem ativamente da gestação do mesmo bebê. Ela é conhecida como método ROPA, sigla para Recepção de Óvulos da Parceira.

Para muitos casais homoafetivos femininos, essa possibilidade representa muito mais do que um tratamento, é uma forma de compartilhar a construção da maternidade desde o início.

 

Como funciona o método ROPA?

No método ROPA, uma das parceiras realiza a estimulação ovariana e fornece os óvulos. Esses óvulos são fertilizados em laboratório com sêmen de doador por meio da Fertilização in Vitro (FIV).

Depois da formação dos embriões, eles são transferidos para o útero da outra parceira, que será responsável pela gestação.

Dessa forma, uma mulher participa geneticamente da formação do bebê, enquanto a outra vivencia a gravidez, o parto e todas as transformações da gestação.

O Conselho Federal de Medicina reconhece essa possibilidade dentro das normas brasileiras de reprodução assistida, permitindo que casais homoafetivos femininos tenham acesso ao tratamento de forma ética e segura.

 

As duas são mães?

Sim. Embora uma das mulheres forneça os óvulos e a outra realize a gestação, ambas participam da construção daquela família.

Além disso, estudos sobre epigenética mostram que a mãe gestante exerce influência importante sobre o desenvolvimento do bebê durante toda a gravidez. Nutrientes, hormônios, ambiente uterino e diversos fatores biológicos contribuem para a expressão dos genes e para o desenvolvimento da criança.

Isso significa que a maternidade vai muito além da genética, porque ela também está presente no cuidado, na gestação, na conexão e no amor construído desde antes do nascimento.

 

E para casais masculinos? Podemos escolher qual dos dois será o pai biológico?

Sim. Nos tratamentos destinados a casais homoafetivos masculinos, normalmente é possível definir qual dos parceiros fornecerá os espermatozoides para a fertilização dos óvulos doados.

Em alguns casos, o casal opta por utilizar os gametas de apenas um dos parceiros. Em outros, pode-se discutir estratégias para que ambos participem biologicamente da construção da família em diferentes etapas ou futuras gestações.

Cada situação é avaliada de forma individualizada, respeitando os desejos, expectativas e aspectos médicos envolvidos.

 

No CITI, cada família tem sua própria história

No CITI Medicina Reprodutiva, acreditamos que o desejo de construir uma família merece acolhimento, respeito e informação de qualidade. 

Nossa equipe acompanha casais homoafetivos em todas as etapas da jornada reprodutiva, esclarecendo dúvidas, apresentando possibilidades e construindo caminhos personalizados para cada projeto de vida.

Porque existem muitas formas de formar uma família e todas elas merecem ser vividas com amor, segurança e acolhimento.

 

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