A história da nossa família começou em dezembro de 2012, quando eu e meu esposo nos casamos. Eu ainda era muito nova, tinha apenas 19 anos, mas mesmo assim em 2014 paramos com os métodos contraceptivos para deixar acontecer.
O tempo foi passando, fomos fazendo alguns exames básicos e descobrimos que meu esposo tinha uma baixa qualidade de espermatozóides. O ginecologista indicou investigarmos a situação em uma clínica de reprodução humana, mas éramos jovens e decidimos esperar mais um tempinho.
Em 2019 decidimos buscar uma ajuda mais especializada em reprodução humana, busquei pelo convênio mesmo um profissional com essa especialidade e encontrei. Nessa primeira consulta eu fui sozinha e, conversando com a médica, eu disse a ela: “Estamos tentando mesmo há cerca de 2 anos, mas não adotamos nenhum método contraceptivo desde 2014”.
Ela respondeu: “Então estamos diante de um cenário de infertilidade de 5 anos”
Nesse momento eu senti um nó em meu peito, uma vontade de chorar, meu mundo parecia que tinha despertado em uma realidade que para mim não existia.
Iniciamos com algumas investigações mais específicas, principalmente em relação ao meu esposo, ele foi encaminhado para um urologista especializado em infertilidade.
Fizemos uma pausa em decorrência do cenário de pandemia do ano de 2020 e retomamos em 2021. Meu esposo passou por uma cirurgia de varicocele e começou um tratamento com polivitamínico para ter a possibilidade de iniciarmos um processo de reprodução assistida. Os exames dele melhoraram depois de um tempo de tratamento, então tivemos alta para seguir com o processo.
Ainda sem conhecer o CITI, em abril de 2023, em uma clínica no ABC, fizemos uma inseminação artificial que não teve resultado satisfatório. Em abril de 2024 iniciamos o processo da FIV, realizamos a coleta de óvulos, conseguimos alguns embriões lindos. Quando estava tudo pronto para a transferência, no exame de ultrassom transvaginal, foi identificado um pólipo no meu endométrio. Nesse momento, vários questionamentos vieram à minha cabeça, porque até então meus exames nunca haviam apresentado nenhuma alteração.
Mas não perdemos a fé e a esperança de que Deus realizaria o nosso grande sonho de sermos pais.
Fui encaminhada para a histeroscopia para realizar a remoção do pólipo, fiz a primeira cirurgia em setembro de 2024, mas meu colo do útero estava endurecido e eu precisei passar por um tratamento hormonal para amolecer o colo e posteriormente repetir a histeroscopia e, então, finalizar a remoção, o que aconteceu em dezembro daquele mesmo ano.
Em janeiro de 2025 tive alta para seguir com a transferência, íamos fazer a primeira tentativa em fevereiro mas peguei COVID, em pleno 2025… mas tudo bem, aguardamos o próximo ciclo e fizemos nossa primeira transferência em março de 2025. Seis dias depois o exame de urina já mostrou os dois risquinhos e naquele momento meu mundo parou. Eu NUNCA tinha visto dois risquinhos em um teste de gravidez, foi uma sensação indescritível e uma emoção que não cabia dentro de mim. Esperei meu esposo chegar, fiz uma “surpresa” porque até então ele não sabia que eu havia feito o teste. Essa alegria é um sentimento que com certeza guardarei por toda a minha vida!
Dois dias depois fomos até a clínica realizar o beta e, ali, o mundo que estava tão colorido começou a perder o brilho e a cor. O resultado do Beta 13 mUI/mL. A médica quando foi dar a notícia disse que tinha uma notícia boa e uma ruim: a boa era que o embrião tinha implantado, a ruim era que o beta estava muito baixo e teria pouca chance da gestação evoluir. Repetimos o beta depois de três dias e ele já deu zerado.
A médica nos incentivou a tentar mais uma vez. No ciclo seguinte fizemos mais uma transferência e a história se repetiu: o exame de urina deu positivo, ficamos muito felizes, mas dias depois o Beta já deu zerado. Não estávamos entendendo o que estava acontecendo e a médica que nos acompanhava até então disse assim:
“Não temos mais o que fazer, apenas tentar de novo, só consegue quem não desiste”.
Naquele momento decidimos fazer uma pausa, estávamos passando por tudo isso e eu ainda trabalhando, eu estava em um stress no meu corpo, na minha vida pessoal e no meu trabalho, aquilo estava me afetando muito. Decidimos programar as nossas férias conforme o meu ciclo que sempre foi bem regradinho. Sinalizamos a clínica que faríamos a terceira tentativa no final de agosto daquele ano, mesmo nos questionando se não havia nada de diferente que pudéssemos fazer.
Nesse meio tempo, entre abril e agosto, Deus falou conosco através de um médico do meu esposo e uma irmã da nossa igreja, nos direcionando a mudar de clínica, tentar algo novo, pois ali não seria feito nada de diferente.
Foi nesse momento que encontramos o CITI, em uma pesquisa no Google por clínica de reprodução humana, trouxe como primeiro resultado uma clínica com uma excelente avaliação com diversos relatos positivos, o que reacendeu em nós a esperança de que poderíamos, sim, fazer algo diferente.
No dia 08/08/2025, tivemos nossa primeira consulta com o anjo que Deus colocou em nosso caminho, Dra Suellen Mendes. Eu cheguei na consulta com meu plano todo montado, quando seria feita a transferência, tudo planejado, e a Dra Su, com todo o seu amor pelo o que faz, nos pegou pela mão e disse: “O plano de vocês é o meu plano, eu só preciso verificar algumas coisinhas antes para aumentar a nossa chance de sucesso. Se estiver tudo ok, vamos trabalhar juntos para cumprir essa programação”.
Iniciamos as investigações e descobrimos que meu corpo estava com uma resposta inflamatória, estava descompensado. Foi identificada uma endometriose em um exame relativamente simples, mas que nunca havia sido solicitado para mim, uma ressonância da pelve.
Chegamos no retorno com os exames, aflitos com os resultados, mas a Dra Su com todo o seu amor nos explicou de forma simples, para conseguirmos entender, que não era o momento de realizarmos a transferência, que precisávamos realizar alguns ajustes antes para ter um corpo mais preparado para receber um bebezinho.
Iniciamos o tratamento com as medicações e, em novembro, repetimos os exames e tivemos o Ok da Dra Su para realizarmos a transferência. Nesse meio tempo, Deus estava tratando algo em mim também, fui direcionada por Ele, em uma oração sincera de entrega, que era para eu sair do meu trabalho. Não que o trabalho era algo que estava impedindo de acontecer o nosso milagre, mas porque ele tomava um espaço muito maior do que deveria em meu tempo e em meu coração, e isso é particular de cada um.
Conversamos com a Dra Su e combinamos de iniciarmos o preparo no ciclo de janeiro de 2026, após a minha saída do trabalho.
Desde a nossa primeira consulta, sempre fomos muito bem assistidos e amparados por toda a equipe do CITI. A enfermeira Ana, um doce, também sempre disponível e atenciosa, as enfermeiras da infusão, sempre nos alegrando com histórias lindas de sucesso e nos ajudando a estar sempre pensando positivo. Encontramos no CITI um porto seguro, onde sabíamos que estávamos em boas mãos.
No dia 04/02/2026, fizemos a nossa transferência, que momento mágico vivemos no CITI naquele dia, desde a chegada, a acupuntura, a playlist, a animação de toda a equipe, aquele time conseguiu fazer o nosso momento ser muito especial!
Chegou o dia de fazer o exame de urina e, pela terceira vez, vimos a segunda linha no teste de farmácia. Não deixamos de nos emocionar e comemorar, mas confesso que veio um sentimento de que já vivemos isso, então o nosso anseio era o resultado do beta, que para a honra e glória do Senhor deu 139 mUI/mL. Ali nos derramamos em lágrimas, agradecemos muito a Deus por estar vivendo esse milagre e por Ele ter nos levado ao CITI, à Dra Su e toda a equipe, que comemoraram junto conosco esse resultado tão lindo! Depois de 12 anos de espera o nosso SIM chegou!
Hoje estamos com nosso príncipe no forninho, com um sentimento enorme de gratidão por todos os que participaram conosco desse processo!
Vimos que sempre é possível fazer algo diferente quando estamos com profissionais que amam o que fazem, que se aprofundam em conhecimento e se dispõe a viver o nosso sonho junto com a gente!
Somos muito gratos a Deus pela vida da Dra Suellen, da Ana, de toda a equipe de enfermagem, da recepção, da zeladoria, a Dra Mary Gun que esteve conosco no dia da transferência fazendo o protocolo de acupuntura, a equipe de embriologia que cuidou e cuida tão bem dos nossos embriõezinhos, a psicóloga Sherly que se colocou à disposição para nos tranquilizar durante a espera do resultado da transferência, enfim, a todo o CITI pelo carinho, acolhimento e dedicação no que faz, porque eles sabem que estão lidando com um sonho que é o maior sonho de uma família e levam isso no nível de atenção, cuidado e delicadeza que esse sonho merece!
História contada por paciente do CITI Hinode, que autorizou a publicação em nosso site com o objetivo de incentivar outras famílias a terem resiliência, esperança e força para seguirem em frente até a realização do sonho da maternidade

