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Histerossonossalpingografia via ultrassom (HyCoSy)

A histerossonossalpingografia por ultrassom, conhecida como HyCoSy (Hysterosalpingo-Contrast Sonography), é um exame utilizado na investigação da fertilidade feminina para avaliar principalmente se as tubas uterinas, ou trompas de Falópio, estão permeáveis.

No CITI Medicina Reprodutiva, em São Paulo, o exame pode fazer parte da investigação da dificuldade para engravidar, permitindo avaliar as trompas e outras estruturas pélvicas por meio do ultrassom transvaginal associado à introdução de um meio de contraste pela cavidade uterina.

Uma das principais diferenças em relação à histerossalpingografia convencional (HSG) é que o HyCoSy utiliza ultrassom em vez de raio-X e, portanto, não envolve exposição à radiação ionizante.

 

Para que serve o HyCoSy?

As tubas uterinas têm papel essencial na reprodução natural. Depois da ovulação, é normalmente em uma das trompas que acontece o encontro entre o oócito e o espermatozoide.

Se uma ou ambas as trompas estiverem obstruídas, esse encontro pode ser dificultado ou impedido.

Por isso, a avaliação da permeabilidade tubária é uma das etapas que podem fazer parte da investigação da infertilidade feminina. A ASRM reconhece a histerossonossalpingografia com contraste como um método utilizado para determinar a permeabilidade das trompas.

O exame pode contribuir para avaliar:

  • permeabilidade das tubas uterinas;
  • cavidade uterina;
  • útero;
  • ovários;
  • outras estruturas da pelve visualizadas durante o ultrassom.

O HyCoSy permite, portanto, associar a avaliação do trajeto do contraste pelas trompas a uma ultrassonografia pélvica realizada no mesmo momento.

 

Como é feito o HyCoSy?

O exame começa com uma ultrassonografia transvaginal.

Em seguida, um pequeno cateter é introduzido através do colo do útero para permitir a aplicação do meio de contraste na cavidade uterina.

Enquanto o contraste é administrado, o médico acompanha seu trajeto pelo ultrassom.

Quando é possível observar a passagem do contraste através das trompas, esse achado é compatível com permeabilidade tubária. A técnica pode utilizar contrastes contendo microbolhas ou outras soluções que aumentam a visualização do fluxo pelo ultrassom.

O exame costuma ser realizado em regime ambulatorial, e a paciente geralmente pode retomar suas atividades após o procedimento, de acordo com a orientação médica.

 

HyCoSy dói?

A experiência varia de mulher para mulher. Durante a passagem do cateter e principalmente durante a introdução do contraste, algumas pacientes podem sentir cólicas ou desconforto semelhantes aos da menstruação.

Por isso, é melhor evitar afirmar que o procedimento é completamente indolor. A intensidade do desconforto depende de fatores individuais e das características do exame.

 

Qual é a diferença entre HyCoSy e histerossalpingografia?

A histerossalpingografia (HSG) também é utilizada para avaliar a cavidade uterina e verificar se as trompas estão abertas ou bloqueadas.

A principal diferença está no método de imagem.

Na HSG, o contraste é acompanhado por meio de raio-X. Já no HyCoSy, a passagem do contraste é observada pelo ultrassom transvaginal, sem utilização de radiação ionizante.

As duas técnicas são consideradas métodos válidos para avaliação da permeabilidade tubária. A escolha entre elas deve considerar a situação clínica, a experiência da equipe, os recursos disponíveis e as características de cada paciente.

 

O HyCoSy é confiável para saber se as trompas estão abertas?

Sim. O HyCoSy é reconhecido como uma opção válida na investigação da permeabilidade das trompas.

Segundo a ASRM, estudos mostram sensibilidade entre aproximadamente 76% e 96% para a identificação da permeabilidade tubária, com especificidade variando entre aproximadamente 67% e 100%. A própria entidade ressalta que a precisão pode depender mais da experiência do profissional do que acontece com a HSG convencional.

Por isso, além da tecnologia utilizada, a experiência da equipe que realiza e interpreta o exame é importante.

 

O HyCoSy consegue diagnosticar endometriose?

O ultrassom realizado durante o exame permite observar útero, ovários e outras estruturas pélvicas, podendo identificar alterações ginecológicas que estejam presentes.

No entanto, eu evitaria apresentar o HyCoSy como um exame especificamente destinado ao diagnóstico da endometriose profunda.

Quando existe suspeita de endometriose, podem ser necessários exames direcionados, como a ultrassonografia transvaginal especializada para mapeamento da endometriose ou outros métodos de imagem, dependendo de cada caso.

O principal objetivo do HyCoSy dentro da investigação da fertilidade continua sendo a avaliação da permeabilidade das trompas.

 

Em qual período do ciclo menstrual o HyCoSy é realizado?

O exame geralmente é programado para a primeira fase do ciclo menstrual, depois do término do sangramento e antes da ovulação, para reduzir a possibilidade de realização durante uma gestação inicial.

O dia exato deve ser definido pela equipe médica conforme a duração do ciclo e as características da paciente.

 

Por que avaliar as trompas durante a investigação da infertilidade?

Para que uma gravidez espontânea aconteça, não basta apenas haver ovulação e espermatozoides em quantidade adequada.

As trompas precisam permitir o encontro dos gametas e o transporte inicial do embrião em direção ao útero.

Obstruções tubárias podem estar relacionadas, entre outros fatores, a processos inflamatórios, cirurgias anteriores, aderências pélvicas ou endometriose.

Por isso, saber se as trompas estão permeáveis pode modificar a estratégia utilizada na investigação e no tratamento da infertilidade.

 

O resultado do HyCoSy pode influenciar o tratamento?

Sim.

Quando as trompas estão permeáveis e os demais fatores avaliados também são favoráveis, podem existir possibilidades de gravidez espontânea ou de tratamentos de menor complexidade, dependendo do diagnóstico do casal.

Quando há suspeita ou confirmação de comprometimento tubário, a equipe pode indicar investigação complementar ou discutir alternativas de reprodução assistida.

A decisão depende não apenas das trompas, mas também de fatores como idade da mulher, reserva ovariana, tempo de infertilidade, espermograma e histórico reprodutivo.

No CITI Medicina Reprodutiva, em Santana, São Paulo, o HyCoSy pode integrar a investigação da fertilidade feminina e da infertilidade por fator tubário.

O CITI reúne em um mesmo centro consultas especializadas em reprodução humana, exames, procedimentos, centro cirúrgico e laboratório próprio de embriologia, permitindo conectar o resultado dos exames à avaliação global da fertilidade e às possibilidades de tratamento de cada paciente ou casal.

Se houver indicação do HyCoSy, nossa equipe poderá orientar sobre o melhor momento do ciclo para realizar o exame, os cuidados necessários antes do procedimento e como interpretar os resultados dentro da investigação da fertilidade.

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