Essa é uma das perguntas que mais geram ansiedade, e vamos respondê-la com transparência.
Não existe uma resposta única. Segundo dados da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), a taxa de sucesso por ciclo de FIV varia em média de 30% a 50%, dependendo principalmente da idade da mulher e da causa da infertilidade. Mulheres abaixo dos 35 anos tendem a ter taxas mais elevadas; acima dos 40, as taxas diminuem progressivamente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que a infertilidade é uma condição de saúde que pode exigir múltiplas tentativas de tratamento — e isso faz parte do processo, não é sinal de fracasso.
Na prática, muitas mulheres engravidam no primeiro ou segundo ciclo. Outras precisam de três ou mais tentativas. A boa notícia é que a taxa acumulada de sucesso aumenta a cada ciclo realizado. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine mostrou que, após seis ciclos de FIV, a taxa acumulada de nascimento vivo pode chegar a cerca de 65-70% em mulheres mais jovens.
No CITI, nossa equipe analisa cuidadosamente os resultados de cada ciclo para ajustar o protocolo, identificar possíveis fatores que possam estar interferindo e propor o melhor caminho para cada casal. Mais de 25 anos de experiência em medicina reprodutiva nos permitem construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
O que fazer quando a FIV não dá certo?
Receber um resultado negativo após tanto investimento emocional, físico e financeiro é uma das experiências mais difíceis dessa jornada. Antes de qualquer coisa: permita-se sentir. Isso é humano e legítimo.
Do ponto de vista médico, uma FIV sem resultado positivo traz informações valiosas. Nossa equipe realiza uma revisão criteriosa de cada ciclo para entender o que aconteceu e o que pode ser otimizado. Entre as avaliações que podem ser feitas após uma ou mais falhas estão:
- Revisão do protocolo de estimulação ovariana, ajustando medicamentos e doses
- Avaliação do endométrio, para verificar condições de receptividade uterina
- Investigação imunológica, para detectar possíveis causas de falha de implantação
- Biópsia embrionária com PGT-A, para selecionar embriões com melhor qualidade genética
- Histeroscopia, para avaliar a cavidade uterina
- Avaliação psicológica, que faz parte do cuidado integral oferecido no CITI
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomenda que, após duas ou mais falhas de implantação, seja feita uma investigação mais ampla para identificar fatores subjacentes que possam estar comprometendo o resultado. Aqui no CITI, investigamos cada história desde o início, com escuta acolhedora e atenção médica completa.
É importante também considerar o congelamento de embriões excedentes: quando há embriões de qualidade preservados, as tentativas seguintes — as chamadas FIV de descongelamento (FET, do inglês Frozen Embryo Transfer) — são mais simples, menos invasivas e com custo menor, pois não há necessidade de nova estimulação ovariana.
No CITI, ninguém enfrenta uma FIV sem resultado sozinho. Além do suporte médico completo, oferecemos acompanhamento psicológico especializado, porque acreditamos que cuidar da saúde emocional é tão importante quanto cuidar da saúde física.
A FIV tem riscos?
Como qualquer procedimento médico, a FIV tem riscos, mas eles são bem conhecidos, monitorados de perto e, na maioria dos casos, manejáveis.
O principal risco a ser monitorado é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO), que pode ocorrer quando os ovários respondem de forma exagerada à estimulação hormonal. Nos casos leves, os sintomas são desconforto abdominal e inchaço. Casos graves são raros e, com os protocolos modernos e a experiência da equipe, cada vez menos frequentes.
O Conselho Federal de Medicina (CFM), na Resolução 2.320/2022, estabelece diretrizes claras para a prática da reprodução assistida no Brasil, incluindo recomendações para minimizar riscos e garantir a segurança das pacientes. No CITI, seguimos rigorosamente essas normas.
Outros pontos que costumam gerar dúvidas:
A FIV aumenta o risco de gemelaridade? Sim, especialmente quando mais de um embrião é transferido. Por isso, a tendência mundial — e a nossa prática — é a transferência de embrião único (eSET), que reduz os riscos associados à gestação múltipla sem comprometer as taxas de sucesso.
Bebês de FIV têm mais riscos? Décadas de estudos mostram que crianças nascidas por reprodução assistida são igualmente saudáveis. A OMS e as principais sociedades científicas mundiais confirmam a segurança da técnica para mãe e bebê.
Quanto tempo dura o tratamento de FIV?
Um ciclo completo de FIV, da primeira consulta até o teste de gravidez, dura em média 4 a 6 semanas. A fase de estimulação ovariana dura entre 10 e 14 dias; após a punção, o embrião é cultivado por 3 a 5 dias antes da transferência; e o resultado é obtido cerca de 12 a 14 dias depois.
Em alguns casos, o médico pode recomendar congelar todos os embriões e realizar a transferência em um ciclo subsequente — estratégia que pode aumentar as chances de sucesso em determinadas situações clínicas.
Qual é o melhor momento para buscar a FIV?
A resposta curta é: não espere demais. A idade da mulher é o fator que mais influencia as chances de sucesso na FIV. Segundo o Ministério da Saúde, a fertilidade feminina começa a declinar de forma significativa a partir dos 35 anos, e esse processo se acelera após os 40.
A recomendação geral das sociedades médicas é que casais que tentam engravidar há mais de 12 meses sem sucesso (ou mais de 6 meses quando a mulher tem mais de 35 anos) busquem avaliação especializada. Quanto antes a investigação começar, mais opções de tratamento estarão disponíveis.
Por que escolher o CITI Medicina Reprodutiva?
Localizado na Zona Norte de São Paulo, na Avenida General Ataliba Leonel, 1021 – Santana, o CITI é um centro completo de investigação e tratamento da infertilidade. Somos referência na região por unir tecnologia de ponta, equipe altamente especializada e um atendimento genuinamente humano.
Nossa equipe médica acumula mais de 25 anos de experiência em reprodução assistida, tendo acompanhado milhares de casais em sua jornada para a maternidade e paternidade. O CITI Lab, nosso laboratório de embriologia, opera com equipamentos de última geração e profissionais dedicados exclusivamente ao cuidado dos seus embriões.
Além disso, oferecemos uma abordagem integrada que inclui ginecologia, psicologia, acupuntura e medicina integrativa — porque acreditamos que o tratamento da infertilidade precisa cuidar do ser humano por inteiro.
Para quem não pode esperar: o Projeto Fertiluz foi criado justamente para tornar o acesso aos tratamentos de reprodução assistida mais acessível, com consultas e tratamentos voltados a quem precisa de suporte para começar essa jornada.
Você tem mais perguntas?
A FIV é um caminho que exige coragem, paciência e informação. Aqui no CITI, nossa equipe está pronta para ouvir você, esclarecer todas as suas dúvidas e caminhar junto com você em cada etapa — seja ela qual for.
Entre em contato pelo (11) 2950-6999 ou agende sua consulta diretamente pelo nosso site. Estamos na Zona Norte de São Paulo, de portas abertas para quem sonha com uma família.

